Preparados: Os Grandes Duelos Da F1 - Preparados

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Os Grandes Duelos Da F1
meu primeiro t?pico!

Postou 22 fevereiro 2005 - 03:50 | #1 Membro offline   Parati 87 

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espero que gostem, me perdoem se tiver algum erro de grafia...tive de digitar tudo isso (de verdade! sem ctrl+c e ctrl+v). acho que valeu a pena.


boa leitura !

Fangio X Moss

Assim foi em Aintree, em 1955, quando Stirling Moss e Juan Manuel Fangio dominaram a competi??o em seu carros Mercedes Benz W196. Fangio tomou a dianteira perto do fim da volta inicial, depois perdeu novamente quando a dupla foi dar uma volta num carro mais lento. O chefe da equipe, Alfred Neubauer, pendurou o sinal "PI" - que significa piano ou "v?o devagar" - mas a isso se resumiram suas ordens. Dentro do limite, era Fangio contra Moss.
Eles correram perto - roda a roda - em muitas ocasi?es. E disputaram por muito tempo, uma vez que esta era uma corrida de 90 voltas, um GHrande Premio com 432 km. Ao t?rmino. Sttirling cruzou a linha com o nariz do W196 de Fangio aparecendo em sua vis?o perif?rica. Moss tinha se tornado o primeiro piloto brit?nico a ganhar a corrida em casa - mas teria sido arma??o ?
POr muitos anos, Moss alegou que Fangio teria lhe dado a vot?ria - e foi somente h? cerca de 20 anos quando um grupo de jornalistas "apertaram" Stirling quanto a verdade, que ele finalmente disse: "Bem, sim, provavelmente foi uma corrida de verdade. Acho que o bati com justi?a..."


Stewart X Rindt

O Grande Premio da Inglaterra, estranhamente, aparece em outras batalhas tit?nicas. Em 1969, Jackie Stewart e Jochen Rindt disputavam t?o agressivamente e proximos o quanto podem dois grandes pilotos. Stewart estava a caminho de vencer seu primeiro grande titulo mundial com o Tyrrell Matra; Rindt era a jovem estrela que finalmente tinha achado um carro competitivo (o Gold leaf Team Lotus 49B). Eles eram amigos, ambos usavam motores Ford Cosworth DFV e Silverstone, naqueles dias, era uma pista r?pida brilhante, um circuito para pilotos livres de chicanas, E, uma vez que os carros ainda corriam com pneus com ranhuras (Stewart usando Dunlop, Rindt com Firestone), derrapadas de quatro rodas ainda faziam parte do grande espetaculo.
Rindt marcou a pole - 0s4 ? frente de Stweart, que passou em cima de um peda?o de concreto nos treinos e arrebentou seu carro de corrida. Assim, Stewart largou com o Matra MS80 de seu companheiro de equipe, Jean-Pierre Beltoise. O seu motor tinha 600 rpm a menos. A corrida, no entanto, foi de tirar o f?lego. Stewart segui Rindt como uma sombra desde a largada e o passou depois de 7 voltas. Rindt retomou a lideran?a ap?s 16 passagens e depois abriu uma diferen?a de 3s quando a dupla pegou trafego. Com a pista livre, Stewart acabou com a diferen?a, marcando a volta mais r?pida. Depois, Rindt parou para consertar um suporte de aerof?lio traseiro. A corrida e o campeonato viraram para o lado de Stewart. Rindt ganhou seu primeiro Grande Premio tres meses mais tarde, em Watkins Glen. Em 1970 ele ganhou postumamente o campeonato mundial.

Hunt X Lauda

Eles n?o lutaram t?o de perto quanto tinham feito Stewart e Rindt ou Fangio e Moss mas a rivalidade era igualmente intensa. Eles eram amigos, her?is populares e Ferrari vs. Brit?nicos era a t?nica dos tabl?ides e tema da d?cada. E, como todos os homens de estatura, eles se empunhavam em dire??o a novas metas e resultados. Lauda consegui uma not?vel recupera??o depois das queimaduras; Hunt foi dominador e decidido sob press?o. Ele ganhou o titulo mundial por um ?nico ponto.


Jones X Reutemann

Por diversas raz?es, esta foi uma disputa diferente do duelo Hunt X Lauda. Alan Jones era o rei da equipe Williams em 1978-1979, quando Frank Williams e Patric Head construiram o primeiro de seus carros vencedores da F1. Mas a chegada de Carlos Reutemann, em 1980 mudou tudo. A filosofiada Williams era "estamos construindo dois carros vencedores e devemos empregar os dois melhores pilotos disponiveis". Um piloto descaradoe confiante em um carro sobreester?ante: Jones era o oposto de competidor argentino Reutemann - um introvertido e prestes a se aposentar, piloto sub-ester?ante. Os dois raramente se falavam e o complicado contrato de Reutemann como n?mero dois do time, que lhe permitia terminar ? frente de Jones apenas se a diferen?a entre eles e a concorrencia fosse maior que 20s, foi comprometido por sua habilidade frequente de superar Jones. O assunto veio ? tona em Long Beach, 1981, quando (segundo Reutemann) ele desacelerou paea deixar jones passar mas, n?o recebeu agradecimentos.
Duas semanas mais tarde, na pista molhada no Brasil, Reutemann ignorou v?rias mensagens de "Jones na frente!", enquanto liderava a corrida desde a largada. Jones jamais perdoou Reutemann pelo que julgava uma trai??o. Na Alemanha, apesar de Reutemann estar ? frente em pontos, Jones exerceu seu status de numero 1, exigindo correr com um motor diferente de Reutemann. E em Las Vegas, quando somente Reutemann dos pilotos da Williams poderia vencer o campeonato, Jones insitiu em que a equipe levasse quatro carros - dois de corrida e dois reservas.
A confus?o gerada por esse duelo custou mais tarde o titulo de Reutemann; Alan Jones, em sua ultima corrida pela equipe Williams, ganhou o Grande Premio dos EUA, disputado em Ceasars Palace.

Villeneuve X Pironi

Gilles Villeneuve n?o era apenas um grande piloto de corridas, mas um amigo honesto e confi?vel. Ele esperava que os outros se comportassem da mesma maneira; nunca fez parte do "grupo da moda" formado por Hunt, Lauda e Jones.
Quando deixou de receber convite para o casamento em 1982, de seu colega de equipe Ferrari, Didier Pironi, ele creditou o faro de Didier ter esquecido ou a noiva ter convidado somente a familia. E quando ele e Pironi concordaram que, na eventualidade de estarem dominando uma prova, terminariam na ordem em que estivessem corendo nas voltas iniciais, Gilles acreditou que tivessem sido um trato. Errado tamb?m. em Imola, em 1982, Villeneuve estava liderando quando o chefe da Ferrari, Marco Piccini, ordenou a ambos os pilotos que diminuissem e mantivessem as posi??es. preservando seu motor, ciente que a vit?ria seria sua, Villeneuve tirou o p? na reta. Pironi passou-o, de p? em baixo. Gilles repassou, levando su carro ao limite. Uma vez mais, na reta, tirou o p?. Outra vez, de p? em baixo, Pironi o passou.
Voc? sabe o resto. Pironi ganhou a corrida, roubando a vit?ria de seu companheiro de equipe que confiara nele. Duas semanas mais tarde, desesperado para bater Pironi e usando seul ultimo jogo de pneus de qualifica??o, Gilles morreu enquanto tentava passar um piloto em uma volta de desacelera??o. Pironi, com o campeonato de 1982 quase na m?o, foi gravemente ferido tr?s meses mais tarde ao bater na traseira de um carro mais lento no tra?ado molhado em Hockenheim. Morreu em um acidente com um barco de corrida em 1987.

Piquet X Mansell

Mais uma vez houve confs?o na Williams: Nelson Piquet foi contratado como piloto numero 1 para as temporadas de 1986 e 1987; Nigel Mansel, o outro competidor do time, tinha o apoio da equipe inglesa. Em dois grandes premios da Inglaterra consecutivos - Brand Hatch, 1986 e Silverstone, 1987, - Mansell saiu de tr?s para bater seu companheiro. Isto foi uma crua e perigosa corrida a motor, com Mansell n?o deixando margem e Piquet respondendo de todas as maneiras que sabia. O que Piquet realmente queria, no entanto, era que a Williams mostrasse uma placa "Piquet-Mansell" - algo a que julgava ter direito gra?as a seu contrato. A placa jamais foi mostrada; Frank e Patrick adoravam a liberdade de corrida no time.
? duvidoso, e o que ? mais importante, ? que Mansell teria dado mais aten??o a uma instru??o de P2 do que o ex-piloto do time, Carlos Reutemann...

Senna x Prost

Esta foi uma disputa mais cerebral do que fisica. Os pilotos da McLaren-Honda, Ayrton Senna e Alain Prost, lutavam pelos pontos no campeonato e frequentemente induziam ao melhor um ao outro, mas raras eram as ocasi?es em que realmente disputavam na pista - n?o como Stewart, Rindt, Mansell e Piquet trocavam esbarr?es. Houve os famosos finais de campeonato, no entanto, com Ayrton Senna mostrando a um jovem Michael Schumacher como garantir o titulo mandando seu oponente para fora da pista de maneira "mais correta", sem deixar culpados (se assim pode ser). Na maioria das vezes, Alain Prost era muito conservador para enfrentar Ayrton Senna. O momento definitivo foi provavelmente em 1988, quando Senna perdeu a lideran?a enorme e uma vit?ria facil no Grande Premio de Monaco, ao errar uma t?ngencia e bater bater na barreira. Algumas voltas antes ele tinha sido avisado que Prost, ent?o a 49s atr?s, havia feito uma volta em 1min26s714. Com orgulho ferido, Senna respondeu com 1min26s321. Ele ent?o relaxou, perdeu a concentra??o e...bateu no guard-rail.


Bonus:

Senna X Schumacher

Esse duelo teria sido bom. Ayrton com sua capacidade de atingir a estratosfera, ainda intacta; Michael descobrindo que podia voar alto tamb?m. Ambos tinham muito a provar em 1994.
Senna queria o campeonato mais que nunca (para mostrar ao mundo que podia ganhar o titulo sem a m?o paternal de Ron Dennis); Michael sabia que seu Benetton B194 poderia bater o arisco Williams FW16. Com determina??o, ele estava pronto: "Senna? H?? Quem ? ele?"
Tr?s corridas juntos no topo do grid foi tudo que tiveram. Elas trouxeram tr?s poles de Senna e tr?s vit?rias de Michael. E ent?o o acidente de Senna. As estatisticas se tornaram irrelevantes depois de 1? de masio. Ayrton se fora, Michael ganhou seu primeiro titulo.
O que vimos ? Michael foi o piloto dominante do ano, mas Damon Hill, companheiro de equipe de Senna, levou a luta at? a Australia, depois qua a Benetton bateu no livro de regras no meio da temporada. ? justo assumir que teria havido mais press?o de Ayrton Senna...
Como Michael teria se comportado ?
Desconhece-se
Mas tamb?m se Senna estivesse "apertando" a Benetton, teriam eles desenvolvido seu carro mais cedo ?
Desconhece-se. As perguntas tornaram-se irrelevantes e o duelo faz parte de sonhos.

retirado da revista Racing n?126 de 2003


Postou 22 fevereiro 2005 - 04:32 | #2 Guest_Ka_*

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Muito 10 os pegas dos pilotos de antigamente.


Postou 22 fevereiro 2005 - 04:50 | #3 Membro offline   quarteto 

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como 1o t?pico t? de parabens....hehehehehehe

mto bom o texto!!!!


queria ver algo escrito sobre Jim Clark tb.... B)
saudade...

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Postou 23 fevereiro 2005 - 07:55 | #4 Membro offline   ®eµe£ 

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Senna x Shummy era um duelo que eu gostaria de ter visto... Uma pena mesmo...
Fusca 76 1300L GNV Pro dia a dia
Escort XR3 >>>AP 1.8S<<<


Postou 23 fevereiro 2005 - 12:05 | #5 Membro offline   streit 

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Muito show mesmo!

Esse ano, estou ansioso pra ver o que o Montoya vai fazer na MacLaren.. Tomara que ao menos tire o doce da m?o do alem?o.


Postou 24 fevereiro 2005 - 09:39 | #6 Membro offline   Sixspeed 

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quarteto, em Feb 22 2005, 05:50 PM, disse:

como 1o t?pico t? de parabens....hehehehehehe

mto bom o texto!!!!
queria ver algo escrito sobre Jim Clark tb.... :D
Ver post


Clark n?o teve advers?rios. B)


Postou 24 fevereiro 2005 - 11:12 | #7 Membro offline   quarteto 

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Sixspeed, em Feb 24 2005, 10:39 AM, disse:

Clark n?o teve advers?rios.? B)
Ver post


?....jackie stewart e cia q se esfor?avam pra andar junto dele...


apenas 1 observa??o....eu lendo a revista "Motorsport" tinha um artigo l? falando dos 20 maiores pilotos de saloon cars (na inglaterra, corrida de saloon car ? corrida de carro de turismo) o Jim Clark ficou entre os 10 primeiros.....foi o ?nico q entrou na lista q corria de turismo e F1 ma mesma temporada...

o cara ? foda!!! pena q aquele ad?gio polular q diz: "os bons morrem cedo" foi aplicado com ele...

Este post foi editado por quarteto: 24 fevereiro 2005 - 11:17

saudade...

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Postou 24 fevereiro 2005 - 02:18 | #8 Membro offline   Sixspeed 

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Jim Clark, por Colin Chapman.
Este texto foi escrito alguns meses ap?s a morte de JIm.


A primeira vez que ouvi falar de Jim Clark foi atrav?s de Jock McBain,
que havia comprado carros esportes da Lotus de n?s por dois ou tr?s anos.
Ele mencionou um jovem fazendeiro, j? legend?rio nas Terras Altas, o qual descreveu como um ?timo piloto.
O meu primeiro encontro com Jimmy foi quando ele foi a Brands Hatch para testar um carro da f?rmula 2, em nome da Border Reivers, que estava pensando de comprar um.
Eu fui at? l? e fiquei impressionado com a maneira que dirigiu o carro, especialmente porque era a primeira vez que pilotava um monoposto, e tamb?m sua primeira vez em Brands Hatch.
Era constante, consistente e razoavelmente veloz.
Mais ou menos na mesma ?poca, ele dirigiu um Lotus Elite para a Border Reivers em Le Mans, indo muito bem , e minha impress?o sobre sua performance foi refor?ada quando ele dirigiu um Lotus Elite no Boxing Day em Brands Hatch. Eu dirigi na mesma corrida, e n?s tivemos exatamente os mesmos tempos.
Imediatamente eu perguntei se ele gostaria de se juntar ao Team Lotus.
Isto aconteceu durante o per?odo em que o Team Lotus estava em um est?gio da transi??o, de ser uma equipe competindo em que eu era o piloto principal, e tudo era feito em meu benef?cio, para uma equipe onde eu patrocinava para outros pilotos.
Esta transi??o coincidiu exatamente com a chegada de Jimmy ao Team Lotus e consequentemente era o primeiro piloto a vir realmente ? equipe como seu piloto principal. Assim realmente n?s viemos juntos: O Team Lotus estava come?ando nos Grand Prix e Jimmy estava come?ando nos Grand Prix. Um fato que conseq?entemente nos uniu muito, e nos fez aprender muito juntos. Assim fizemos nossa associa??o muito interessante e que gerou muitos frutos.
Logo percebi que estava diante de um piloto t?o bom, e de um homem com quem eu estava t?o completamente sintonizado, que eu poderia me aposentar da pilotagem e me dedicar exclusivamente a produzir carros para o Jimmy pilotar. E foi o que fiz.
Desde o come?o, n?s sempre pensamos igualmente e agimos igualmente,
n?s queriamos, ambos, fazer um trabalho completamente de primeira linha, e n?s caminhamos sempre juntos no mundo das competi??es.
Isto ? algo que nunca se repetir? outra vez, para mim, no mundo do automobilismo. Devido a todos os problemas, todos os sucessos e ang?stias que n?s compartilhamos juntos (e muitas n?o foram ang?stias ligadas ao automobilismo).
Durante todo o tempo que trabalhei com Jimmy, tudo foi sempre muito amig?vel, muito cooperativo. Para mim, isto fazia o trabalho ser agrad?vel, f?cil e prazeiroso.
Al?m disso, ele desenvolveu um grande conhecimento t?cnico. Quando come?ou a pilotar para mim, naturalmente n?o tinha um conhecimento formal de engenharia.
Mas tinha o que eu posso somente descrever como uma intelig?ncia muito muito boa, e desenvolveu o lado da engenharia do automobilismo t?o rapidamente que logo eu podia interpretar suas express?es a respeito do carro, da sua manipula??o e das suas exig?ncias e assim por diante.
E isto me facilitou muito o desenvolvimento de carros melhores.
Certamente, ele n?o era um piloto de desenvolvimento no sentido que eu conhecia, mas penso que isso me deu resultados melhores do que eu poderia ter com um piloto treinado no sentido da engenharia. O Jimmy n?o tinha nenhuma id?ia preconcebida, ele fazia meramente o relat?rio dos fatos, o que acontecera realmente, e n?o tentava extrair suas pr?prias conclus?es. E naturalmente, de muitas maneiras, este ? o piloto ideal para que um coordenador trabalhe - infelizmente, voc? encontra alguns pilotos que tem um pouco de conhecimento de engenharia e d?o forma a suas pr?prias conclus?es sobre o que est? acontecendo, e,
possivelmente inconscientemente, distorcem os fatos. Isto Jimmy nunca fez.
Eu posso dizer que Jimmy Clark era um piloto que estava sempre relaxado, ele estava sempre no comando da situa??o e pilotou muito raramente al?m de 90% de sua capacidade. O resultado era que parecia pilotar sempre muito f?cil e suavemente. Tinha tanta habilidade natural que pilotando abaixo do seu limite deixava distante a maioria dos outros pilotos.
Houve ocasi?es em que pilotou realmente duro e naturalmente essas eram as ocasi?es raras em que mostrava seu g?nio para pilotar muito mais rapidamente do que qualquer outro piloto. Eu recordo no GP Alem?o de 1962 em Nurburgring, quando na linha de largada se esqueceu de ligar as bombas de combust?vel, e assim largou atr?s.
Este era o tipo da coisa que acordaria o tigre dentro dele, porque sentiu, certo ou errado, que tinha cometido um erro e era uma obriga??o para ele corrigi-lo. Pilotou fantasticamente neste dia, de modo que embora terminasse somente em quarto, eu possa colocar esta corrida como uma de suas melhores.
Igualmente no GP Italiano em Monza em 1967 f?z algo que at? esse dia eu e todos os outros consideravam imposs?vel. Teve um pneu furado que o deixou uma volta e um quarto atr?s, e em Monza compensar uma volta -mesmo se voc? tem uma potencial para andar mais rapido do que os outros pilotos - voc? termina invariavelmente levando os outros a reboque com voc?. Mas o Jimmy passou os l?deres, livrou-se deles, e compensou ent?o uma volta inteira em cima deles.
Este eu imagino, que foi um feito de um virtuoso que nenhum outro piloto fez ou jamais far?.
Mas esse tipo de pilotagem foi raro na carreira de Jimmy, quando ele realmente pilotou forte. Eu posso lembrar de mais uma quatro ou cinco ocasi?es nos dez anos em que pilotou para mim, que ele realmente extraiu todos seus recursos.
Porque geralmente era capaz de fazer um come?o muito r?pido, saindo na frente dos advers?rios, e demoralisando-os. Desse momento em diante pilotava tranquilo para conservar seu carro e suas pr?prias energias.
Eu nunca o controlei quando estava competindo, tudo que eu fazia era dar a ele a maior quantidade de informa??es poss?vel, e deix?-lo fazer sua corrida.
Eu acredito que o piloto ? o ?nico homem qualificado para tomar as decis?es como por exemplo o quanto r?pido pode andar. ? o ?nico homem que pode medir a sua potencialidade e a do seu carro dentro da corrida. Eu considero que ? absolutamente futil para todo chefe de equipe tentar controlar um carro durante uma prova. Sua fun??o ? dar ao piloto as informa??es, o piloto decide as t?ticas da corrida e pilota conforme elas.

Na verdade a alegria de Jimmy n?o era pilotar monopostos em GPs quando ele sempre era aclamado pelas multid?es. Ele gostava muito mais, por exemplo, das corridas de Cortina, onde ele pilotava por divertimento, por puro prazer.
Ele me dizia que as suas corridas mais agrad?veis, de seu pr?prio ponto de vista, foram quando ele pilotou os Cortinas, porque o carro era relativamente dif?cil, ele n?o era um carro de competi??es preciso, ele era um carro com o qual voc? podia jogar. Podia fazer todas as sortes de coisas rid?culas com ele, e Jimmy apreciava isso - n?o porque satisfazia a multid?o, mas porque o satisfazia.
Eu acho que Jimmy jamais analisava as rea??es das da multid?es, certamente nunca estava competindo para seu p?blico. Estava competindo para si mesmo.
Jimmy realmente apreciava o automobilismo, muito. Por isso sempre quis tentar todas as formas diferentes de competir - isso foi uma coisa que s? evoluiu com sua carreira.
Por isso ele foi a Indian?polis. Certamente ele n?o foi porque conhecia o quanto colossal era essa corrida, ele foi s?mente porque para ele era um novo tipo de automobilismo, sendo assim, ele quis prov?-lo. Pela mesma raz?o, correu mais tarde uma corrida da Stock Car americana, simplesmente porque era algo novo, e ele adorava novos desafios. Ele de divertia tanto pilotanto um kart como um carro de competi??es. Qualquer coisa que desafia-se sua coordena??o e controle eram emocionantes para ele. Pela mesma raz?o ele realmente amou voar.
Recordo que pouco tempo antes de seu acidente, ele estava falando sobre seu futuro e o que iria fazer quando parasse de competir, e disse que finalmente havia tomado a decis?o de n?o voltar a ser fazendeiro. Ele amava cultivar, mas eu acho que teria dificuldades de voltar para tr?s depois de viver o excitante mundo da competi??o, de voar e e tamb?m pela vida que passou a levar. Eu acho que ele iria fundar algum neg?cio no ramo da avia??o.
Ele j? havia feito alguns investimentos em avia??o na Austr?lia, embora eu pense que ele n?o tinha a id?ia de se estabelecer por l?, como alguns achavam. Ele realmente gostava muito da Austr?lia e da Nova Zel?ndia, apreciava o clima e tamb?m as pessoas, mais da Austr?lia do que
provavelmente da Nova Zel?ndia. Mas acho dif?cil que ele ficasse vivendo l?. Eu penso que voltaria provavelmente a Europa.
Naturalmente ? dificil dizer quanto tempo mais ainda ele se dedicaria as competi??es. N?s j? tinhamos falado sobre isso e certamente ele ainda estaria na F?rmula 1 at? 1970. Ele j? tinha ganho todos os principais GPs com excess?o de M?naco, e ele adoraria ter ganho em M?naco.
Ele relamente n?o gostava de alguns circuitos, Spa sobretudo. Sentia que era um circuito perigoso, e ficava sempre muito feliz quando terminava o GP belga. Isto deve ser devido ao fato que em sua segunda corrida em SPA seu companheiro de equipe Alan Stacey sofreu um acidente fatal,
e eu acho que isso causou uma m? impress?o a ele que durou todo sua carreira. O certo ? que ele se sentia aliviado sempre que a corrida em Spa terminava. Tamb?m n?o apreciava muito Silverstone. N?o porque sentia ser um circuito perigoso, ele apenas achava que era um circuito desinteressante.
Mas, assim como Monaco, gostava de Nurburgring - este era outros de seus favoritos, porque eu acho que estes dois eram mais seletivos do que a maioria dos outros.
Uma das coisas sobre o Jimmy era a habilidade de se adaptar, ou treinar-se, para lidar com quase todas as situa??es na vida. Isto ele demonstrou em seu desenvolvimento como uma figura internacional.
Quando foi campe?o do mundo pela primeira vez, ele estranhava muitos os discursos e as apari??es em p?blico que teve que fazer, era muito estranho para ele e ele teve que trabalhar muito este lado.
Mas, como qualquer coisa que enfrentou, ele dominou e se tornou um mestre muito rapidamente.
Se n?o tivesse se tornado o melhor piloto, eu estou certo que chegaria ao topo em qualquer profiss?o que escolhesse para si.
Eu j? pensei muito sobre o Jimmy e outros pilotos, e tento analisar o que o fez realmente assim t?o superior aos outros em sua atividade e chego a conclus?o que deve ter se sobressaido aquele que teve somente uma intelig?ncia muito superior. Era muito r?pido em avaliar uma situa??o, e n?o necessariamente quando estava pilotando. Sua mente tinha o poder de absorver e resolver mat?rias estranhas a ele, e certamente esta ? uma marca de qualquer grande profissional, que pode diferenciar os especiais dos comuns.
Ele tinha tamb?m atributos f?sicos excepcionais, golpe de vista, coordena??o e assim por diante. N?o somente teve estes atributos f?sicos, mas teve a habilidade mental de desenvolv?-los, mais um tremendo
auto-controle. Acho que isso se deveu a sua origem familiar, a sua forma??o e a sua escola.
Eu me aproximei mais dos seus pais realmente s?mente depois do seu acidente, e vendo a maneira com reagiram aquela adversidade, eu deduzi que foi a? que come?ou este auto-controle fant?stico. Cultivar deve
t?-lo moldado muito tamb?m, pois para mim os fazendeiros no geral conseguem aceitar a vida e os seus rev?ses com um grau muito maior do que a maioria das pessoas - t?m que aceitar a influ?ncia do clima e outras coisas que est?o fora de seu controle, e ainda assim t?m que pensar em suas pr?prias vidas, e em sua prosperidade. E possivelmente tamb?m, isto Jimmy demonstrou na maneira com qual renunciou sempre
a alguns dos problemas da vida e de viver. Esta capacidade o fez lidar assim excepcionalmente bem com eles.
Olhando em volta e vendo outros pilotos agora, eu acho sem preconceito - embora eu deva admiti-lo um pouco - que n?o vejo nenhum que chegue nem perto de ter a habilidade total que Jimmy teve.
Realmente, sua habilidade era muito maior do que ele mesmo revelou. Como eu disse, pilotava raramente no limite de sua capacidade, muito raramente mesmo. E isto deixa um abismo entre ele e os outros pilotos, mesmo os melhores.
Certamente isso n?o pode ser mostrado simplesmente num livro de Recordes. N?o o que ele f?z, mas a maneira como f?z. Fazia com muitas reservas, aquilo que era quase imposs?vel acreditar.
Embora tenha se sobressa?do como piloto, eu sinto que este n?o ? o maior cr?dito de Jim Clark. Eu penso que sua influ?ncia mais profunda, certamente em mim e em todos que o conheceram, n?o era sua habilidade
como piloto, mas seu sucesso como um homem. Foi completamente ajustado ? vida e seus problemas, teve uma integridade incompar?vel. Foi justo e honesto - o "?ntegro" ? a melhor palavra para descrever suas qualidades.
Este ? o homem que eu recordarei sempre, n?o simplesmente um homem que ganhou um n?mero recorde de corridas.
Era um homem que servia de exemplo aos outros.

Article written by Colin Chapman.


Postou 24 fevereiro 2005 - 04:04 | #9 Membro offline   quarteto 

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Sixspeed, em Feb 24 2005, 03:18 PM, disse:

Jim Clark, por Colin Chapman. (...)

Eu posso dizer que Jimmy Clark era um piloto que estava sempre relaxado, ele estava sempre no comando da situa??o e pilotou muito raramente al?m de 90% de sua capacidade. O resultado era que parecia pilotar sempre muito f?cil e suavemente. Tinha tanta habilidade natural que pilotando abaixo do seu limite deixava distante a maioria dos outros pilotos.

Houve ocasi?es em que pilotou realmente duro e naturalmente essas eram as ocasi?es raras em que mostrava seu g?nio para pilotar muito mais rapidamente do que qualquer outro piloto. Eu recordo no GP Alem?o de 1962 em Nurburgring, quando na linha de largada se esqueceu de ligar as bombas de combust?vel, e assim largou atr?s. Este era o tipo da coisa que acordaria o tigre dentro dele, porque sentiu, certo ou errado, que tinha cometido um erro e era uma obriga??o para ele corrigi-lo. Pilotou fantasticamente neste dia, de modo que embora terminasse somente em quarto, eu possa colocar esta corrida como uma de suas melhores.

Igualmente no GP Italiano em Monza em 1967 f?z algo que at? esse dia eu e todos os outros consideravam imposs?vel. Teve um pneu furado que o deixou uma volta e um quarto atr?s, e em Monza compensar uma volta -mesmo se voc? tem uma potencial para andar mais rapido do que os outros pilotos - voc? termina invariavelmente levando os outros a reboque com voc?. Mas o Jimmy passou os l?deres, livrou-se deles, e compensou ent?o uma volta inteira em cima deles.
Este eu imagino, que foi um feito de um virtuoso que nenhum outro piloto fez ou jamais far?.


Mas esse tipo de pilotagem foi raro na carreira de Jimmy, quando ele realmente pilotou forte. Eu posso lembrar de mais uma quatro ou cinco ocasi?es nos dez anos em que pilotou para mim, que ele realmente extraiu todos seus recursos.
Porque geralmente era capaz de fazer um come?o muito r?pido, saindo na frente dos advers?rios, e demoralisando-os. Desse momento em diante pilotava tranquilo para conservar seu carro e suas pr?prias energias.

Na verdade a alegria de Jimmy n?o era pilotar monopostos em GPs quando ele sempre era aclamado pelas multid?es. Ele gostava muito mais, por exemplo, das corridas de Cortina, onde ele pilotava por divertimento, por puro prazer.
Ele me dizia que as suas corridas mais agrad?veis, de seu pr?prio ponto de vista, foram quando ele pilotou os Cortinas, porque o carro era relativamente dif?cil, ele n?o era um carro de competi??es preciso, ele era um carro com o qual voc? podia jogar. Podia fazer todas as sortes de coisas rid?culas com ele, e Jimmy apreciava isso - n?o porque satisfazia a multid?o, mas porque o satisfazia.
Eu acho que Jimmy jamais analisava as rea??es das da multid?es, certamente nunca estava competindo para seu p?blico. Estava competindo para si mesmo.
Jimmy realmente apreciava o automobilismo, muito. Por isso sempre quis tentar todas as formas diferentes de competir - isso foi uma coisa que s? evoluiu com sua carreira.

Por isso ele foi a Indian?polis. Certamente ele n?o foi porque conhecia o quanto colossal era essa corrida, ele foi s?mente porque para ele era um novo tipo de automobilismo, sendo assim, ele quis prov?-lo. Pela mesma raz?o, correu mais tarde uma corrida da Stock Car americana, simplesmente porque era algo novo, e ele adorava novos desafios. Ele de divertia tanto pilotanto um kart como um carro de competi??es. Qualquer coisa que desafia-se sua coordena??o e controle eram emocionantes para ele. Pela mesma raz?o ele realmente amou voar.

Olhando em volta e vendo outros pilotos agora, eu acho sem preconceito - embora eu deva admiti-lo um pouco - que n?o vejo nenhum que chegue nem perto de ter a habilidade total que Jimmy teve. Realmente, sua habilidade era muito maior do que ele mesmo revelou. Como eu disse, pilotava raramente no limite de sua capacidade, muito raramente mesmo. E isto deixa um abismo entre ele e os outros pilotos, mesmo os melhores.

Certamente isso n?o pode ser mostrado simplesmente num livro de Recordes. N?o o que ele f?z, mas a maneira como f?z. Fazia com muitas reservas, aquilo que era quase imposs?vel acreditar.

Eu penso que sua influ?ncia mais profunda, certamente em mim e em todos que o conheceram, n?o era sua habilidade como piloto, mas seu sucesso como um homem. Foi completamente ajustado ? vida e seus problemas, teve uma integridade incompar?vel. Foi justo e honesto - o "?ntegro" ? a melhor palavra para descrever suas qualidades.

Este ? o homem que eu recordarei sempre, n?o simplesmente um homem que ganhou um n?mero recorde de corridas.

Era um homem que servia de exemplo aos outros.

Article written by Colin Chapman.
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foda demais.....e olha que quem t? falando isso ? uma das maiores lendas do automobilismo mundial...

as partes em negrito podem ajudar a definir um excelente piloto de um piloto GENIAL......e ? exatamente pelo q t? escrito a? q eu acho o Jim Clark GENIAL e o Schumacher um piloto excelente....principalmente no que tange ? integridade e ao car?ter dos 2...

foda...
saudade...

MBV - Perdi a paciência!!!

descealenha defenestrações: "o acelerador é o da direita!!!"

piloto oficial da descealenha defenestrações, divisão arrancada motorsport: Tijolo


Postou 24 fevereiro 2005 - 05:15 | #10 Membro offline   streit 

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Jimmy Clark foi incr?vel, mas viveu a ?poca dele.

Schumacher ? o melhor hoje. Talvez esteja t?o distante de seus rivais como Jimmy estava nos anos 60.



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