Sindicato exige definição sobre futuro da opel



  • negociações não teriam evoluído após meses

    os sindicatos dos funcionários que trabalham nas fábricas da opel e da gm europa estão acusando alguns diretores de interferirem nas negociações sobre o futuro da empresa no velho continente, sem pensarem no grupo como um todo.

    “as conversas estão levando em consideração apenas uma das partes envolvidas, sem pensar nas consequências que podemos vir a sofrer no futuro”, afirmou rainer einenkel, chefe do conselho dos operários da planta da opel em bochum, na alemanha.

    o diretor do sindicato responsável pelos funcionários da opel, wolfgang schaefer-klug, afirmou que as conversas a respeito do destino da empresa devem começar imediatamente. boatos dizem que, até o momento, as negociações não teriam evoluído de forma significativa, colocando o futuro da empresa em xeque.

    caso o atraso realmente se confirme, o planejamento feito pelo diretor-executivo da opel, karl-friedrich stracke, pode sofrer atrasos. stracke havia estimado que o processo de negociações levaria de dois a três meses para ser concluído. várias subsidiárias europeias concordaram com o executivo, incluindo a planta da vauxhall em ellesmere port, no reino unido, e a fábrica de zaragoza, na espanha.

    “esperamos que o consenso de que a opel precisa voltar a ser rentável diante das dificuldades apresentadas seja respeitada por todos”, limitou-se a dizer a empresa, em comunicado oficial.

    enquanto isso, os líderes da opel e do grupo psa peugeot-citroën afirmaram que concordaram em unir forças para evitar novos cortes, que poderiam surgir por conta da aliança recém-firmada entre as montadoras. entre as várias cláusulas do contrato firmado entre as partes, o acordo global incluiria a tentativa de evitar a falência da opel, que não registra resultados positivos há anos.


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