Estados unidos se tornarão maior produtor mundial de petróleo, prevê aie



  • os eua devem superar a arábia saudita e se tornar o maior produtor mundial de petróleo até 2020, segundo a agência internacional de energia (aie). a liderança deve se dar devido à expansão do óleo de xisto nos eua.

    no documento, que orienta as nações industrializadas sobre suas políticas de energia, a aie disse que o mapa global energético está sendo redesenhado pelo ressurgimento da produção de petróleo e gás nos eua. a avaliação é bem diferente da do ano passado, quando a agência previu que rússia e arábia saudita disputariam a supremacia na produção de petróleo.

    o resultado é uma queda contínua nas importações de petróleo dos eua (atualmente em 20% de sua necessidade) a um ponto que a américa do norte se torne um exportador líquido de petróleo em torno de 2030.

    dados da administração de informação de energia (eia, na sigla em inglês) dos eua mostram que a produção local de petróleo cresceu 7%, para 10,76 milhões de barris de petróleo por dia, desde o último relatório da aie, divulgado há cerca de um ano.

    segundo a opep, a previsão é que os eua importem 2 milhões de barris por dia a menos em 2035, quase três terços menos que hoje. isso, no entanto, não significa que o papel do grupo vai diminuir mundialmente, comentou a aie, que prevê a participação global da opep crescendo dos atuais 42% para 50% em 2035, com boa parte dela migrando para a Ásia.

    brasil a produção brasileira deve crescer para 5,7 milhões de barris diários até 2035 e elevar o nível de importância do país no setor. em 2015, o volume diário de barris já deve alcançar 2,8 milhões e chegar a 4,0 milhões em 2020. o pré-sal será um dos fatores que propiciará o crescimento. os campos no pré-sal devem guiar a maior parte do aumento da produção brasileira , cita o documento.

    apesar da boa estimativa, a produção brasileira no mês de setembro foi 8,4% menor em igual período de 2011, atingindo 1,924 milhão de barris diários em média, ante 2,099 milhões de barris/dia um ano antes, informou no dia 8 de novembro a agência nacional do petróleo e biocombustíveis (anp).