A Justiça dos EUA entrou com novo processo em cima de Helio Castroneves. Inocentado na primeira ação, o brasileiro se vê novamente com problemas judiciais porque o IRS — o fisco de lá — alegou que ainda deve US$ 6 milhões em impostos e multas retroativas. A defesa do piloto afirmou que todos os impostos referentes à primeira ação já foram pagos
Dois anos depois de ter sido considerado inocente dos crimes de evasão fiscal e conspiração contra o sistema financeiro dos EUA, Helio Castroneves se vê novamente às voltas com a Justiça norte-americana. A Receita Federal dos EUA entrou com nova ação contra o piloto, alegando que Castroneves ainda deve US$ 6 milhões em multas e impostos ao país, montante relacionado aos rendimentos adquiridos entre 2000 e 2004, quando já estava na Penske.
Em 2009, o piloto e a irmã Katiucia foram processados em Miami por seis crimes fiscais envolvendo evasão fiscal entre 1999 e 2004, além de um sétimo crime, relacionado à conspiração fraudulenta contra os EUA. A base da questão estava nos US$ 5 milhões do acordo de licença com a Penske que Helio deveria receber.
O dinheiro seria destinado a uma conta numa offshore — empresas abertas no exterior com regime legal diferenciado, principalmente na questão fiscal — panamenha chamada Seven, aberta ainda quando Emerson Fittipaldi era empresário do piloto. Só que assim que verificou que a Penske teria de pagar 30% de impostos sobre o montante, o advogado Alan Miller, também envolvido no processo de dois anos atrás, instruiu a equipe a não fazer o depósito. Que só seria feito em 2005 na conta de uma segunda empresa, igualmente offshore, a Fintage, com base na Holanda.
O processo aberto pela promotoria da Flórida deu-se por Helio não ter pagado os impostos deste salário nos seis anos. A defesa alegou que as taxas não foram devidamente pagas justamente porque o dinheiro não foi para Helio, mas, sim, para seu pai, homônimo. Na época, o piloto, a irmã e o advogado Miller foram considerados inocentes. Mas Castroneves pagou US$ 5 milhões ao Imposto de Renda em agosto daquele ano.
"É quase como se fosse um novo julgamento", argumentou David Garvin, advogado que defendeu o brasileiro no primeiro processo. "Ele já pagou tudo que devia, mas parece que isso não é suficiente para eles", completou. Garvin, que é especialista em questões de impostos, afirmou que existia a chance de Helio enfrentar uma ação civil, "mas que acreditava que, com (primeiro) veredito, a questão seria encerrada". "Nossa posição era e é a mesma. Ou seja, ele trabalhou corretamente como contribuinte. Ele recebeu os fundos da Fintage em 2009 e prontamente pagou os impostos", continuou o advogado.
Agora, a Receita enviou a Helio uma notificação de infração — que nos EUA também é chamada de '90-day letter' — em que sequer reconhece o pagamento dos US$ 5 milhões em 2009. A agência fiscal, na verdade, afirma que o piloto da Penske deve US$ 3,3 milhões em impostos e US$ 2,7 milhões em multas por estas fraudes.
O Grande Prêmio apurou que o custo processual já mexeu bastante com o patrimônio da família Castroneves. O primeiro processo teve uma movimentação financeira de aproximadamente US$ 10 milhões, 40% destes com advogados. Em 2010, Helio vendeu a casa que tinha em Coral Gables, na Flórida, e hoje vive em um apartamento alugado em Fort Lauderdale.
Fonte: http://grandepremio....s+10432382.html
É... quero ver escapar de novo.
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Justiça volta a acusar Castroneves em processo de US$ 6 milhões nos EUA
Postou 02 junho 2011 - 01:49 | #2
A Justiça dos EUA entrou com novo processo em cima de Helio Castroneves. Inocentado na primeira ação, o brasileiro se vê novamente com problemas judiciais porque o IRS — o fisco de lá — alegou que ainda deve US$ 6 milhões em impostos e multas retroativas. A defesa do piloto afirmou que todos os impostos referentes à primeira ação já foram pagos
Dois anos depois de ter sido considerado inocente dos crimes de evasão fiscal e conspiração contra o sistema financeiro dos EUA, Helio Castroneves se vê novamente às voltas com a Justiça norte-americana. A Receita Federal dos EUA entrou com nova ação contra o piloto, alegando que Castroneves ainda deve US$ 6 milhões em multas e impostos ao país, montante relacionado aos rendimentos adquiridos entre 2000 e 2004, quando já estava na Penske.
Em 2009, o piloto e a irmã Katiucia foram processados em Miami por seis crimes fiscais envolvendo evasão fiscal entre 1999 e 2004, além de um sétimo crime, relacionado à conspiração fraudulenta contra os EUA. A base da questão estava nos US$ 5 milhões do acordo de licença com a Penske que Helio deveria receber.
O dinheiro seria destinado a uma conta numa offshore — empresas abertas no exterior com regime legal diferenciado, principalmente na questão fiscal — panamenha chamada Seven, aberta ainda quando Emerson Fittipaldi era empresário do piloto. Só que assim que verificou que a Penske teria de pagar 30% de impostos sobre o montante, o advogado Alan Miller, também envolvido no processo de dois anos atrás, instruiu a equipe a não fazer o depósito. Que só seria feito em 2005 na conta de uma segunda empresa, igualmente offshore, a Fintage, com base na Holanda.
O processo aberto pela promotoria da Flórida deu-se por Helio não ter pagado os impostos deste salário nos seis anos. A defesa alegou que as taxas não foram devidamente pagas justamente porque o dinheiro não foi para Helio, mas, sim, para seu pai, homônimo. Na época, o piloto, a irmã e o advogado Miller foram considerados inocentes. Mas Castroneves pagou US$ 5 milhões ao Imposto de Renda em agosto daquele ano.
"É quase como se fosse um novo julgamento", argumentou David Garvin, advogado que defendeu o brasileiro no primeiro processo. "Ele já pagou tudo que devia, mas parece que isso não é suficiente para eles", completou. Garvin, que é especialista em questões de impostos, afirmou que existia a chance de Helio enfrentar uma ação civil, "mas que acreditava que, com (primeiro) veredito, a questão seria encerrada". "Nossa posição era e é a mesma. Ou seja, ele trabalhou corretamente como contribuinte. Ele recebeu os fundos da Fintage em 2009 e prontamente pagou os impostos", continuou o advogado.
Agora, a Receita enviou a Helio uma notificação de infração — que nos EUA também é chamada de '90-day letter' — em que sequer reconhece o pagamento dos US$ 5 milhões em 2009. A agência fiscal, na verdade, afirma que o piloto da Penske deve US$ 3,3 milhões em impostos e US$ 2,7 milhões em multas por estas fraudes.
O Grande Prêmio apurou que o custo processual já mexeu bastante com o patrimônio da família Castroneves. O primeiro processo teve uma movimentação financeira de aproximadamente US$ 10 milhões, 40% destes com advogados. Em 2010, Helio vendeu a casa que tinha em Coral Gables, na Flórida, e hoje vive em um apartamento alugado em Fort Lauderdale.
Dois anos depois de ter sido considerado inocente dos crimes de evasão fiscal e conspiração contra o sistema financeiro dos EUA, Helio Castroneves se vê novamente às voltas com a Justiça norte-americana. A Receita Federal dos EUA entrou com nova ação contra o piloto, alegando que Castroneves ainda deve US$ 6 milhões em multas e impostos ao país, montante relacionado aos rendimentos adquiridos entre 2000 e 2004, quando já estava na Penske.
Em 2009, o piloto e a irmã Katiucia foram processados em Miami por seis crimes fiscais envolvendo evasão fiscal entre 1999 e 2004, além de um sétimo crime, relacionado à conspiração fraudulenta contra os EUA. A base da questão estava nos US$ 5 milhões do acordo de licença com a Penske que Helio deveria receber.
O dinheiro seria destinado a uma conta numa offshore — empresas abertas no exterior com regime legal diferenciado, principalmente na questão fiscal — panamenha chamada Seven, aberta ainda quando Emerson Fittipaldi era empresário do piloto. Só que assim que verificou que a Penske teria de pagar 30% de impostos sobre o montante, o advogado Alan Miller, também envolvido no processo de dois anos atrás, instruiu a equipe a não fazer o depósito. Que só seria feito em 2005 na conta de uma segunda empresa, igualmente offshore, a Fintage, com base na Holanda.
O processo aberto pela promotoria da Flórida deu-se por Helio não ter pagado os impostos deste salário nos seis anos. A defesa alegou que as taxas não foram devidamente pagas justamente porque o dinheiro não foi para Helio, mas, sim, para seu pai, homônimo. Na época, o piloto, a irmã e o advogado Miller foram considerados inocentes. Mas Castroneves pagou US$ 5 milhões ao Imposto de Renda em agosto daquele ano.
"É quase como se fosse um novo julgamento", argumentou David Garvin, advogado que defendeu o brasileiro no primeiro processo. "Ele já pagou tudo que devia, mas parece que isso não é suficiente para eles", completou. Garvin, que é especialista em questões de impostos, afirmou que existia a chance de Helio enfrentar uma ação civil, "mas que acreditava que, com (primeiro) veredito, a questão seria encerrada". "Nossa posição era e é a mesma. Ou seja, ele trabalhou corretamente como contribuinte. Ele recebeu os fundos da Fintage em 2009 e prontamente pagou os impostos", continuou o advogado.
Agora, a Receita enviou a Helio uma notificação de infração — que nos EUA também é chamada de '90-day letter' — em que sequer reconhece o pagamento dos US$ 5 milhões em 2009. A agência fiscal, na verdade, afirma que o piloto da Penske deve US$ 3,3 milhões em impostos e US$ 2,7 milhões em multas por estas fraudes.
O Grande Prêmio apurou que o custo processual já mexeu bastante com o patrimônio da família Castroneves. O primeiro processo teve uma movimentação financeira de aproximadamente US$ 10 milhões, 40% destes com advogados. Em 2010, Helio vendeu a casa que tinha em Coral Gables, na Flórida, e hoje vive em um apartamento alugado em Fort Lauderdale.
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